O seu currículo não é bicho de sete cabeças – e ele precisa de carinho!

O seu currículo não é bicho de sete cabeças – e ele precisa de carinho!

Todo mundo já ouviu falar de currículo. A depender da área de atuação, o currículo pode ser substituído por Portfólio. Mas, do Lattes ao Vitae, o currículo é o nosso cartão de visitas profissional em um processo seletivo – é a primeira forma com a qual um candidato se apresenta para o recrutador ou futuro gestor. Claro que, como em todo bom primeiro encontro, a gente quer passar a melhor impressão possível, não é? Com o currículo é a mesma coisa. Para além das informações básicas, como dados pessoais, experiência profissional e formação acadêmica, há pequenos detalhes que podem passar despercebidos, mas que podem ser um tiro no pé do candidato: erros de português; palavras não acentuadas; frases escritas com fontes de tipos e tamanhos diferentes. Coisas que parecem tão bobas, podem denotar descuido aos olhos de quem não te conhece, mas está te avaliando!

No objetivo, seja objetivo – como o próprio nome demanda! É muito comum encontrarmos currículos com objetivos pessoais no lugar do objetivo profissional. Aquele bom e velho “Tenho o objetivo de contribuir com o crescimento da empresa de maneira proativa e eficaz, etc etc etc…”, além de não ser o que é pedido, muitas vezes é pescado do Google – sim, sabemos disso! O nome da vaga à qual você está pleiteando e que corresponda à sua pretensão profissional já é suficiente. A vaga é para estágio em arquitetura? Seu objetivo pode seguir a mesma linha: Objetivo – Estágio em Arquitetura. E por aí vai!

Na formação acadêmica e na experiência profissional, a dica é colocar suas experiências mais recentes sempre no topo da lista. Lembre-se de especificar onde estudou, mês e ano de início, mês e ano de término (ou de previsão de conclusão). Nas experiências profissionais, o pulo do gato pode estar em destrinchar (de forma objetiva) as atividades desenvolvidas por você em cada uma das funções exercidas – isso ajuda bastante o recrutador a conhecer no que você tem mais conhecimento técnico!

Agora, se você ainda não tem experiências profissionais… calma! Proponho uma retrospectiva dos seus aprendizados mais marcantes, sobretudo dentro da faculdade: Participou de alguma atividade ou curso que te acrescentou conhecimentos que podem enriquecer seu repertório? Manda para o currículo! Fez algum intercâmbio que pode te ajudar a contar experiências novas? Acrescenta lá! Fez parte de algum projeto que foi relevante para o seu desenvolvimento? Também pode colocar!

Se ainda assim você não se recorda de nada, continue calmo! Você tem um universo de possibilidades a explorar dentro e fora do ambiente acadêmico! Iniciação científica, grupos de pesquisa, empresa júnior, trabalhos voluntários, possibilidades de intercâmbio, palestras, workshops, laboratórios… todas estas são formas de enriquecer seu currículo e te tornar um aluno diferenciado para a Universidade e para o mercado de trabalho. Além, é claro, de excelentes possibilidades de networking, palavrinha muito importante para a nossa vida profissional!

Conseguiu o emprego? Parabéns! E mais: aproveite-o! A hora é de aprender, de conhecer pessoas, de ter alguém para sempre lhe orientar sobre os seus erros – É a hora de extrair o melhor de todas as experiências por lá e de transpor aquilo que se mostra uma barreira, inclusive pessoal. Arrisco dizer que é, também, o momento de se fazer presente, disposto e inteiro, independentemente do valor do salário ou do porte da empresa. É o período da sua construção profissional, e isso não tem preço – tem só valor!

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